Melancolia é o estado de espírito que mais me define. Não é um sentimento, é um modo de ser. Existem diversas definições do que é a melancolia, mas, ao longo do tempo, fui criando a minha própria.
Para mim, melancolia é uma tristeza mansa, que não machuca nem fere, mas que fica sempre presente ali no canto da memória, nos lembrando que a vida é curta e impermanente. E, exatamente pelo lembrete constante da vulnerabilidade da vida e de nós mesmos, desperta todos os sentidos para encontrarmos a beleza que existe no mundo, nas pequenas e delicadas coisas, nos dando objetivos de vida sutis e esvoaçantes como passarinhos.
Não podemos aprisionar estes lampejos doces de alegria misturada com tristeza - podemos somente observá-los e admirá-los, enquanto ainda há tempo.
Muitos confudem melancolia com depressão e com angústia. De fato, somos capazes de sentir várias nuances de uma mesma coisa, mas o ser humano não é assim, uma dualidade preta e branca. Temos vários tons entre uma ponta e outra do que somos e todos eles guardam suas devidas belezas e dificuldades.
Ser melancólica é a minha essência. É a forma como vivo os momentos, enxergo as pessoas e as coisas. É um estilo de vida, não é algo passageiro. E nem todos sentem ou entendem. Sem ela, eu não criaria nem escreveria. Acho que nem levantaria pela manhã, afinal, buscar as bonitezas do mundo é o que me mantém aqui.
Por isso, a Galeria de Fotos deste mês traz imagens que traduzem a melancolia.
Além das fotos, também tenho uma categoria dedicada à Melancolia, com textos que vieram puramente dela. Clique
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E já escrevi uma carta para ela, mas ela nunca me respondeu. Clique
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