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A 12ª edição do Já Li está dedicada à literatura fantástica, indo de druidas e magia para um mundo steampunk.
Série Sevenwaters - Juliet Marillier
A Série Sevenwaters é composta por seis livros, mas aqui no Brasil somente quatro deles foram lançados (na foto ao lado). A série se passa na Bretanha, principalmente na Irlanda, e tem como pano de fundo a cultura e o misticismo celtas. Além de narrar as batalhas pelo reino, a série fala sobre magia, druidismo e, sobretudo, relacionamentos e dinâmicas familiares. Os livros são narrados em primeira pessoa e a estória é contada a partir do ponto-de-vista da garota mais nova da família. Aliás, a mesma linhagem familiar está presente em todos os livros, cujas estórias e lendas vão passando de geração para geração, como uma herança perpétua.
Desta forma, para se entender a série como um todo, é preciso ler os livros na ordem. No primeiro livro, "Filha da Floresta", temos a estória de Sorcha e foi por causa dela que a série me conquistou - falei um pouco sobre a sinopse deste livro e sobre ela aqui. 
A série é interessante por diversos motivos. Primeiro, Juliet misturou elementos de conto-de-fada com a cultura celta de um jeito muito especial. Depois, as personagens femininas da série são bem construídas e nós, leitores, realmente acreditamos nelas, pois são meninas e mulheres que fogem dos clichês e dos estereótipos. Por fim, Juliet colocou relacionamentos amorosos e familiares fortes e intensos, que trazem uma maior emoção para as aventuras que as personagens vivem. Sendo assim, é uma leitura que eu recomendo muitíssimo!

A Corte do Ar - Stephen Hunt
A literatura steampunk é um subgênero da ficção científica e, por isso, sempre me chamou a atenção. Aqui, "A Corte do Ar" é o primeiro dos seis volumes que compõem a série "Jackelian", de Stephen Hunt. As estórias se passam em um mundo imaginário vitoriano, cuja tecnologia e economia são baseadas no vapor. Hunt criou mapas, criaturas, máquinas, sistemas e leis.
Neste primeiro livro, o enredo gira em torno de duas crianças: Molly Templar e Oliver Brooks. Ambos estão fugindo de pessoas que tentam matá-los e ninguém sabe o motivo desta ameaça contra a vida deles. Molly, orfã, suspeita que há algo relacionado com seu verdadeiro pai, que ela não sabe quem é mas suspeita que seja alguém importante do Governo. Oliver, por sua vez, é protegido por um membro de moral duvidosa da Corte do Ar, enquanto foge pelo mundo. 
Particularmente, não gostei do livro e fiz um esforço enorme para terminá-lo, depois de abandoná-lo várias vezes e retomar a leitura por pura teimosia. A escrita de Hunt é arrastada e lenta, o que é um ponto bem desfavorável. Além disso, ele introduz os conceitos de steampunk e do mundo que construiu de forma aleatória pela estória. Não tenho nenhum problema com livros que precisam de consultas recorrentes ao glossário - muito pelo contrário, adoro escritores que criam mundos detalhados e precisos. O que me incomodou, neste caso, foi que os conceitos e palavras que ele inseriu ao longo da narrativa não eram fundamentais para o entendimento da estória, e fiquei com a sensação de que ele os colocou por pura arrogância. E, para piorar o cenário, os diálogos eram sofríveis: a quantidade deles ao longo do livro foi exagerada, o conteúdo dos diálogos era irrelevante para o andamento da estória, todas as personagens falavam do mesmo jeito (não havia personalidade nas falas de ninguém) e nada era explicado com clareza. Ou seja, não é difícil perceber que não recomendo esta leitura, mesmo para fãs de steampunk. Não vale a pena.

E você, já leu algum destes livros? Me deixa sua opinião, vou adorar saber!



"O Doador de Memórias", originalmente, chama-se apenas "O Doador", e faz parte de uma série de quatro livros, todos ambientados no mundo construído por Lois Lowry. Cada um destes livros tem um protagonista e uma estória diferentes, e "O Doador" é o primeiro livro do quarteto.
Lois Lowry escreveu mais de trinta livros infantis e, depois de um tempo nesta área, resolveu inovar e escrever uma obra de ficção fantástica. Em todas as suas obras, Lois explora temas polêmicos para educar as crianças, como, por exemplo, racismo, doenças, assassinatos, entre outros. Por isso, ela já ganhou diversos prêmios e é mais reconhecida no exterior do que sabemos aqui no Brasil.
O protagonista deste primeiro livro é Jonas, um pré-adolescente de doze anos que chegou na idade de saber qual é a profissão que terá. Não é incomum que as distopias mostrem que as pessoas tem funções pré-definidas no nascimento (como em "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, por exemplo), e nesta estória não é diferente. Assim, na cerimônia de nomeação, Jonas descobre que será encarregado da função mais específica e rara que existe em sua sociedade, que é a de Doador de Memórias. Assim, ele deve receber todas as memórias de todo o passado da Humanidade, que lhes serão transmitidas pelo Doador atual. No livro, a figura do Doador (bem como a do Pai e da Mãe de Jonas) não tem nome próprio, e as pessoas não tem sobrenome, uma vez que o nome de cada um é escolhido pelo Conselho, e não pelos progenitores. Nenhum nome é repetido e nada sai do padrão pré-estabelecido: há idade certa para usar determinadas roupas, para andar de bicicleta, para parar de brincar, e assim por diante. A distopia de Lois parece ter sido criada por alguém com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, pois o que não faltam são regras, parâmetros e diretrizes do que é certo e errado.
Tantos aspectos existentes na nossa sociedade atual foram excluídos nesta distopia que, por vezes, é difícil imaginar alguns pontos. Por exemplo: no mundo de "O Doador de Memórias" não há cores. O mundo é um tom lavado de sépia. Uma das primeiras coisas que Jonas recebe é a memória da cor vermelha. Além disso, também não há casamento por amor, e sim, por afinidade, que é medida cientificamente pelo Conselho.
Agora, falando um pouco sobre a adaptação ao cinema. O livro foi lançado em 1993, mas chegou aos cinemas somente em 2014, na onda/moda de outras distopias, como "Divergente" e "The Hunger Games". Acredito que os estúdios quiseram se aproveitar deste movimento de sagas distópicas voltadas para um público mais adolescente. Por isso, o filme não teve a profundidade e a mesma inteligência que o livro possui, pois tentaram enquadrar a estória em um determinado estilo. O livro enfatiza bastante que tais regras e diretrizes existem para assegurar a paz na Humanidade, já que nosso modelo atual de convivência levou à Guerra e à destruição. No filme, este caráter perde o foco, em detrimento da relação "amorosa" de Jonas. Além disso, a distopia de Lois Lowry é mais conceitual e filosófica do que qualquer outra coisa, não tendo grandes momentos de ação ou de aventura como nestas distopias atuais. Transposto para o filme, este enredo mais "parado" perdeu força.
O livro ou o filme? Ficou fácil perceber que, desta vez, optei pelo livro.

Infelizmente, a adaptação da estória ficou prejudicada pela moda das distopias. Lois Lowry escreveu uma distopia à moda antiga, mas o filme foi feito para um público novo, e neste meio do caminho, se formou um buraco. Uma pena. Mas o livro vale a pena ser lido e refletido, e estou ansiosa para ler os livros seguintes do quarteto.

Já compartilhei as dicas para escritores de Sylvia Plath e também de J. R. R. Tolkien, e é com o coração cheio de entusiasmo que hoje falarei das dicas dadas pela minha musa soberana Virginia Woolf.
Exímia em criar fluxos de consciência interessantes, Woolf sempre se concentrou em dar profundidade e sensibilidade às suas personagens. Suas estórias são marcadas não por acontecimentos marcantes ou reviravoltas surpreendentes do enredo, e sim, pela sua capacidade de descascar as várias camadas de cada personagem, de forma gradativa, poética e crescente.
É uma ilusão pensar que escrever requer, apenas, talento e inspiração. Acho que muitas pessoas deixam de descobrir-se como escritores por acreditarem nisso. Ser escritor é, antes de mais nada, trabalhar, todos os dias e sem descanso: para encontrar a voz de cada personagem, a descrição correta, a frase perfeita e a gramática adequada. Vejo muitas pessoas que se dispõem a escrever mas que pecam em coisas elementares, como erros de português e de concordância. Por isso, antes de querer ter uma obra prima, é preciso muito esforço e horas de dedicação completa.
Todos os grandes escritores, sem exceção, dão a mesma dica: escrever diariamente, sem exceções. No começo, achava que este conselho era exagerado e desnecessário, mas hoje em dia percebo que nele está o centro de tudo. Alguns recomendam que tenham um diário, onde possamos treinar a escrita diariamente. No meu caso, tenho o diário e este blog, e pratico a escrita em ambos. Cada um pode encontrar sua própria fórmula, mas é importante praticar, praticar e praticar.
É preciso esquecer as fórmulas prontas. Hoje em dia, facilmente conseguimos identificar qual seria a receita do sucesso de um livro e segui-la, escrevendo para fazer sucesso, para vender ou para ficar famoso. Se você é realmente um escritor, não deve seguir fórmula nenhuma, e sim, encontrar o seu próprio jeito de fazer as coisas.
Um escritor precisa ter repertório e só se constrói um quando se vive. A partir das nossas experiências, criamos personagens mais reais, enredos mais sólidos, estórias mais interessantes e descrevemos sentimentos e pensamentos com mais propriedade. Sai da internet. Vai passear.
Esta dica é um pouco parecida com a que diz "escreva todos os dias". Tudo a ser conquistado na vida exige disciplina e comprometimento, e com a escrita não é diferente. 
Esta é, de longe, minha dica preferida. Woolf é conhecida por ter sofrido "distúrbios mentais" quando viva. Para mim, ela foi uma mulher incompreendida em seu próprio tempo, que era angustiada porque lhe cobravam desempenhar papéis (esposa, mãe) que ela não queria. O jeito dela de lidar com sua realidade foi transformar suas personagens e os conflitos delas em uma extensão de si mesma e, por isso, a escrita dela é tão profunda e tão rica - porque é, antes de tudo, verdadeira.
Se esta dica já era importante antes, acho que ela é fundamental em tempos de redes sociais e tecnologia como o nosso tempo. Estamos sempre conectados com o mundo exterior, mas pouquíssimos ligados em nós mesmos. Isso é  perigoso para todo mundo, e perigoso também para a escrita bem feita.
Woolf acreditava que devemos escrever porque sentimos que, sem a escrita, morreríamos. Compartilho completamente desta opinião dela e cheguei a escrever um texto sobre isso. Mas qualquer forma de criatividade - desenho, música, pintura, etc - existe porque organizam os mundos das pessoas e dão significados para nossas vidas. Então, antes de começar a escrever uma estória, reflita em como ela pode mudar a vida de alguém, mesmo que este alguém seja só você.



Já era quase meia-noite, mas parecia ser mais tarde, depois das longas horas dentro do hospital. A sensação de decadência e de doença do lugar ainda rodeavam minha cabeça, e meu estado de humor era esquisito e indefinido. 
Levei um livro para me entreter enquanto esperava o atendimento, mas, por uma infeliz coincidência - se é que ela existe - o capítulo que lia fora todo dedicado ao sofrimento e à morte do protagonista. (Ele, o protagonista, ressuscitou depois de algumas páginas, mas isso não vem ao caso.)
O táxi chegou depois de uma espera fria e imersa na fumaça do cigarro de um homem ao meu lado na calçada. Ele parecia miserável e inquieto e, se esse comportamento já é aflitivo de uma forma geral, na frente de um hospital torna-se ainda pior. Entrei no táxi rapidamente, escapando do frio, da fumaça e da perturbação do homem.
O motorista do táxi fazia o tipo silencioso - o que acho ótimo. Não gosto de conversar e, naquele momento, com meu estado de espírito todo revirado, queria ainda mais alguns minutos de sossego e de silêncio. Porém, se o motorista cooperou, não posso dizer o mesmo do programa de rádio.
A apresentadora disparava, sem nenhum traço de qualquer tipo de emoção, tragédia atrás de tragédia: assassinatos, violências, sequestros, roubos e assim foi. Cada notícia oprimia mais ainda meu coração e eu tentava, em vão, buscar um lugar alegre dentro de mim como refúgio.
Toda a combinação de acontecimentos daquela noite se transformou numa camada espessa e preta, que deveria ser feita da mesma matéria do fim do mundo. Lembrei de todos os filmes e de todos os livros que descreveram o pré-fim dos tempos exatamente daquele jeito - mudanças climáticas inesperadas e inexplicáveis, brutalidade e amoralidade, selvagerias e retrocessos. Me senti fazendo parte de uma cena sombria de um apocalipse mal feito, e o homem fumante-e-perturbado e o motorista-silencioso eram ótimos figurantes.
Se eu fosse, de fato, a personagem principal de uma estória de fim do mundo, como eu reagiria? No restante do trajeto até em casa, tentei responder esta pergunta. Não cheguei a nenhuma conclusão e guardei a reflexão para depois.
Ao chegar em casa, fiz questão de acender todas as luzes, ligar a TV e comer algo bom. Precisava esquecer daquela camada negra que tinha se depositado sobre mim. Mais que isso, precisava esquecer da escuridão espalhada pelo mundo e acreditar que existe uma luz, acima de tudo, capaz de fazer esta fase esquisita passar. Sempre passa, não é?
Espero que sim.
Desde que escrevi sobre minhas cinco distopias preferidas, tinha em mente falar um pouco mais sobre umas delas: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Publicada em 1953, não perdeu o sentido nem a importância mesmo depois de transcorridos 63 anos de sua origem.
O livro se passa em um futuro indeterminado, onde os livros são considerados um perigo para a sociedade. Para combatê-los, existe uma equipe de bombeiros que é responsável por patrulhar a comunidade e verificar se ninguém está praticando o ato mais ilegal de todos: ler. Caso alguém esteja fazendo isso, os bombeiros não só queimam todos os livros e bens materiais daquela pessoa, como também a levam presa - e, em alguns casos, deixam a pessoa em sua casa para morrer queimada.
A sociedade desta distopia, além desta questão dos livros, também é mostrada como cruel e violenta, apresentando trechos breves de atos irracionais que as pessoas cometem nas ruas. O governo, então, para retomar o controle da população, reforça mais ainda a repressão à cultura.
O protagonista do livro é Guy Montag, um bombeiro que não concorda com a prática de queimar os livros. Em uma das "cenas do crime", ele encontra um livro que deseja ler e o esconde em sua própria casa.
Em paralelo a isso, uma nova vizinha chega, chamada Clarisse McClellan. Clarisse é libertária e possui um espírito tremendamente questionador. Quando Montag a conhece, ele começa a rever cada vez mais e mais seu papel de bombeiro naquela sociedade. Além disso, Clarisse é exatamente o oposto de sua esposa, Mildred, que na estória representa o povo dominado, conformado e ignorante - exatamente o que Montag luta para não se tornar.
O enredo, então, se desenvolve a partir da crise existencial de Montag e de seu medo de ser pego com os livros - sua biblioteca aumenta cada vez mais, a cada dia que passa. Vemos a luta dele para se desvencilhar de um estilo de vida que ele não concorda e que não lhe pertence mais e, para isso, ele precisa não apenas largar seu emprego como divorciar-se.
Ao mesmo tempo, Bradbury apresenta, aos poucos, a distopia: as tecnologias que são usadas por aquela sociedade, as formas de dominação do governo, os costumes da época e as leis totalitárias, indo além da questão da queima dos livros. O autor faz isso de uma forma sútil, sem encher o leitor com termos técnicos e tecnologias inalcançáveis como muitas distopias fazem. Por isso, para quem ainda não iniciou neste gênero literário, Fahrenheit 451 é uma boa opção.
Na essência, Fahrenheit 451 é uma crítica ao estilo norte-americano de vida que, segundo Bradbury, não valoriza a cultura nem a intelectualização das pessoas. Falecido em 2012, o autor reiterou o caráter crítico da sua obra em diversas entrevistas ao longo de sua vida. É uma ficção especulativa que, sem dúvidas, vale a leitura.
No Desafio Livros pelo Mundo, a idéia é encontrar um livro para cada país, que nós já tenhamos lido, e falar um pouco sobre a obra e o escritor.  O objetivo é divulgar a literatura de todos os lugares do mundo, pois muitas obras ótimas são produzidas fora do eixo EUA-Inglaterra.
Para o post de hoje, escolhi falar sobre a "Trilogia Millenium" de Stieg Larsson, escritor sueco que faleceu em 2004. 
Quando vivo, Larsson era jornalista e gostava de se envolver em pesquisas com os extremistas políticos suecos. Acho que este seu olhar fica muito presente e claro na Trilogia Millenium, na forma como ele descreve as personagens e as situações. A trilogia foi publicada somente após sua morte.
A Trilogia Millenium ficou mais conhecida no grande público por causa da adaptação ao cinema do primeiro volume, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", filme de 2011 dirigido pelo incrível David Fincher. Na Suécia, a trilogia é um dos livros mais populares, e há pesquisas que apontam que 3 entre 4 suecos já leram a obra inteira.
Neste primeiro volume da trilogia, a estória gira ao redor do mistério que envolve o desaparecimento de Harriett Vanger. Ela era a próxima herdeira de um império industrial na linha de sucessão de sua família. Para descobrir o que aconteceu com ela, seu avô Henrik contrata os serviços investigativos de Mikael Blomkvist (interpretado por Daniel Craig, no filme). Mikael, por sua vez, vê-se diante do seu declínio profissional e amoroso e, por isso, aceita o caso de Henrik, assim como também aceita o isolamento em uma ilha que isso acarretaria. Para o trabalho de investigação, Henrik também contratou Lisbeth Salander (interpretada lindamente pela Rooney Mara) e ela e Mikael precisam trabalhar em equipe - com todas as dificuldades que isso traz. É um livro, em sua essência, sobre corrupção, moralismo e política, e não se podia esperar nada diferente de Larsson, devido ao seu background de jornalista e ativista. Portanto, pode haver quem não goste do gênero, mas não há como negar que o enredo foi magistralmente escrito por ele.
No segundo livro da trilogia, "A Menina que Brincava com Fogo", Lisbeth e Mikael permanecem os protagonistas mas, agora, tentam desvendar um outro crime, desta vez relacionado com o tráfico de mulheres. O relacionamento entre os dois adquire novas camadas - o que não significa, necessariamente, um envolvimento amoroso. Ambos são bastante enigmáticos e perigosos, o que torna a dinâmica entre eles bastante interessante. E, a exemplo do primeiro livro, as tramas de corrupção, crimes e esquemas retorna.
E é difícil falar sobre o último volume - "A Rainha do Castelo de Ar" - sem dar spoilers, então serei um pouco mais concisa: Mikael e Lisbeth continuam no enredo, como personagens principais, e vários mistérios sobre suas próprias vidas são esclarecidos. No último livro da trilogia, o foco concentra-se mais nos dois e menos em tramas políticas.Temos, também a adição da irmã de Mikael, Annika, e de um terceiro investigador, Jan Bublanski.
Recentemente, o sueco David Lagercrantz foi convidado a continuar a série e, com isso, escreveu um quarto livro, entitulado "A Garota na Teia de Aranha". Como David não partiu dos manuscritos deixados por Larsson, não considerarei que ele faz parte deste mesmo assunto. Talvez, em um próximo post, eu fale mais sobre isso.
Ganhei esta trilogia da minha gêmea Deborah, do blog Constantemente Inconstante, me deu o box há alguns atrás e eu recomendo muito a leitura. 

Os dois livros deste post são de fantasia. O primeiro deles se passa em um universo steampunk e o segundo é dedicado às bruxas.

A Máquina Diferencial - William Gibson e Bruce Sterling
Gibson e Sterling são ícones absolutos da ficção-científica. Gibson escreveu "A trilogia Sprawn" e "Neuromancer", obras imprescindíveis para quem gosta do gênero. Sterling é reconhecido pelos contos steampunk. Portanto, quando vi que eles tinham escrito este livro juntos, quase surtei de emoção.
Em uma Londres vitoriana steampunk, Charles Babbage construiu a Máquina Diferencial, uma supermáquina capaz de fazer cálculos avançadíssimos e, com eles, manter a Inglaterra na supremacia do mundo. Porém, há diversas intrigas que visam destruir esta supremacia e, consequentemente, a Máquina Diferencial, o que confere ao livro, predominantemente, um enredo político.
O livro, na realidade, é uma extrapolação, pois tanto Babbage quanto esta Máquina realmente foram construídas, em 1822. Porém, Sterling e Gibson trouxeram uma dimensão completamente nova ao instrumento, e também inventaram toda a sociedade e as personagens ao redor dela.
Porém, todavida, contudo... não gostei do livro. Terminei a leitura porque queria saber onde a estória iria chegar e, embora o final seja surpreendente, não me cativou. Gibson e Sterling juntos conferiram uma narrativa arrastada e demorada, com alguns trechos incompreensíveis e, na minha opinião, era fácil notar quando um e outro haviam escrito os seus respectivos trechos, pois a narrativa não ficou homogênea. Esperava mais da junção de dois cérebros tão geniais.

O Livro Perdido das Bruxas de Salém - Katherine Howe
Desde que li "As Brumas de Avalon" quando criança, sou apaixonada por estórias de bruxaria e misticismo. Dificilmente encontro um livro que me remonta à esta paixão mas, felizmente, "O Livro Perdido das Bruxas de Salém", foi uma grata surpresa.
Connie Goodwin é uma pesquisadora de História e, em meio a uma tese de Pós-Graduação, se vê cuidando da casa deixada em herança por sua avó. A casa, típica do século 16, esconde uma chave com um nome escrito: Deliverance Dane. Connie então começa a pesquisar quem é Deliverance e, bem, daqui para frente é spoiler.
O que mais gostei neste livro é que, além da estória cativante, Katherine Howe fez um trabalho de pesquisa histórica excelente (a exemplo da personagem Connie) e traz diversos fatos, costumes e hábitos que as mulheres tidas como bruxas desepenhavam no século 16. Gostei do caráter documental do livro.
O único aspecto desfavorável da obra é que algumas reviravoltas da narrativa, que deveriam surpreender o leitor, não tiveram este efeito comigo. Fora isso, recomendo a leitura.

Já leu alguns destes livros e quer deixar sua opinião? Comente aí embaixo que vou adorar saber! (:
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A Escritora

Na casa dos trinta anos, psicóloga de formação, mas escritora de coração. Procura os detalhes da vida que passam desapercebidos e as bonitezas que ninguém vê. Faz perguntas incômodas porque gosta de uma boa reflexão. Não caminha pelos lugares-comuns e, quando o faz, faz com convicção. Imagina, sonha e pensa demais. Fala pouco, mas quando fala, por favor preste atenção.

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