*Trilha sonora do post: The world we live in - The Killers*
This is the world that we live in, I feel mysel get tired
(...) Bless your body, bless your soul, pray for peace and self control
Logo eu que não gosto de comportamentos coletivos (não por nenhum tipo de arrogância ou esquisitice, mas tão somente porque sou desconectada demais do mundo para me ater a algo) me percebi refletindo sobre o que eu gostaria daqui para frente - não como um tipo de lista de resoluções de ano novo, porque realmente não acredito nisso, mas como uma maneira de passar a limpo o que eu sou.
Em uma folha em branco, totalmente nova, escrevo:
... que desejo que as pessoas que conquistaram pedaços do meu coração não sofram. Dois novos sentimentos que encontrei por aí foram a vontade de entregar estes pedaços a algumas (poucas e raras) pessoas e o quanto estes pedaços quebram quando elas sofrem. Escrevo que desejo poder arrancar-lhes a dor com a mão e despejá-la no primeiro lixo que eu encontrar. Que desejo que elas sejam fortes, mais do que desejo a mim mesma, porque me dói mais a dor delas do que a minha. (Bom, acho que isso se chama Amor, até onde eu sei).
... que desejo que essas mesmas pessoas encontrem a essência delas. Eu encontrei e por isso as amo tanto. Mas minha missão não estará cumprida enquanto estas imagens forem vistas somente por mim.
Do que havia prometido a mim mesma, posso riscar da lista:
Não importa o tempo que se leve, desde que se chegue no que o coração deseja. E uma hora, se chega.
Na folha de rascunhos do ano passado, anoto:
... que quero ser corajosa. Tem tanto na vida que me assusta. Tem tanto em mim mesma, que me assusta. Preciso de coragem.
... que quero usar minha angústia a meu favor, e não para me destruir. Mas acho que se sobrevivi a ela até agora, talvez eu seja mais forte do que penso.
... que preciso de paciência e tolerância. Todos estamos em luta - com o mundo, com os demais, com nossos defeitos ou passados.
... que o isolamento não me traz nada bom. Essa mania de solidão, mais uma maldição do que um hábito. Assim como o tédio, ah! esse demoníaco tédio.
... que existem versões melhores de mim escondidas embaixo do pó. Um pouco estranhas a mim, mas logo viraremos amigas.
Quero começar a próxima lista sendo otimista. Quero começá-la no Verão. E não me importa se o ano é velho ou novo, desde que eu me renove quando for necessário - e é.



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